Ministério da Cultura Brasil

Circuito Interações Estéticas realiza debate sobre a Dança

Por Tauan Saturnino

Como parte da programação do Circuito Interações Estéticas, realizou-se, nesta segunda-feira (08 de novembro), a mesa temática relacionada à Dança. O debate contou com a presença de artistas residentes de Pontos de Cultura de vários estados. Entre os participantes estavam Cristina Castro, coreógrafa e representante do P. de Cultura Teatro Vila Velha (BA), Cristina Perera, bailarina e diretora artística do projeto Construção (GO), Dora Andrade, bailarina e idealizadora do projeto Distância (RJ), Mairany Gabriel, responsável pelo projeto Danças Circulares (SP), Maria Paula Costa Rêgo, bailarina, coreógrafa e idealizadora do Grupo Grial (PE), e Fabiano Carneiro, representante da Coordenação de Dança da Funarte.

Mesa: Dança. Composição: Cristina Castro, Cristina Perera, Dora Andrade, Fabiano Carneiro, Mairany Gabriel e Maria Paula costa Rêgo. Foto: Kléber Fragoso.

A primeira artista a relatar sua atuação nos Pontos de Cultura foi Cristina Castro. Ela apresentou um vídeo com a história do Teatro Vila Velha, local onde desenvolve suas atividades, e destacou o benefício obtido por meio do contato com núcleos de teatro e música que existem no teatro. Cristina Perera, residente na Europa desde os 16 anos, falou da troca de experiências dela com os dançarinos do projeto Construção, de Goiás, em sua maioria oriundos da dança de salão, que nunca haviam trabalhado com dança contemporânea.

Em sua fala, Dora Andrade, idealizadora do projeto Distância, destacou o papel dos jovens na concepção e produção do vídeo-dança apresentado durante sua explanação. Maynari Gabriel, responsável pelo projeto Danças Circulares, traçou um panorama das origens folclóricas das danças circulares e seu papel na cultura de diversos povos. A pernambucana Maria Paula convidou a platéia para assistir o espetáculo do Grupo Grial, do qual foi idealizadora, e elogiou a iniciativa do Circuito Interações Estéticas em reunir diversos representantes da classe artística.

Riqueza da cultura brasileira

Apesar da diversidade de projetos, foi possível perceber pontos de vista convergentes acerca da importância da participação de leigos no processo criativo e da necessidade de divulgar o trabalho dos Pontos de Cultura para toda a sociedade. Outro tópico enfatizado foi a riqueza da cultura brasileira, particularmente das tradições africanas e indígenas, nem sempre devidamente valorizadas.

No final, foram apresentadas diversas ações da Funarte, desenvolvidas com o intuito de estimular atividades artísticas relacionadas à dança. Merece destaque, além dos prêmios e concursos promovidos pela instituição, a criação do Cadastro de Dança, um banco de dados que contém informações acerca de profissionais e grupos de dança de todo o país, facilitando a divulgação e o intercâmbio entre os integrantes da classe artística em todo o Brasil.


Participação do Leitor


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